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Clipping de notícias – Vantagens e desvantagens

Em um artigo anterior, falamos das vantagens de as organizações utilizarem seus sites e páginas em redes sociais como verdadeiros canais de mídia, levando aos seus clientes notícias e informações relevantes que transmitam os valores de suas marcas. Uma estratégia de comunicação que se convencionou chamar de marketing de conteúdo.

Um dos questionamentos que recebemos foi se não seria mais fácil, rápido e barato preencher o site com conteúdo de terceiros, fazendo o chamado clipping de notícias.

A pergunta é válida. Vale a pena investir tempo e recursos gerando conteúdo próprio quando se pode trabalhar com releases das assessorias de imprensa, além de reproduzir o conteúdo de agências de notícias, bastando citar as fontes?

A resposta é sim, vale a pena investir em conteúdo próprio, pelas razões que colocaremos abaixo.

Antes de mais nada, esclareçamos. O clipping de notícias é um recurso válido quando utilizado com o devido critério editorial.  Mesmo as empresas jornalísticas, cujo core business é produzir e veicular conteúdo, muitas vezes se valem de notícias de outras fontes. Mas só funciona se for utilizado conteúdo que realmente tenha relevância para o seu público-alvo, que seja relacionado ao tipo de informação que ele procuraria no seu site. “Embromation” e “encheção de linguiça” não são falhas perdoáveis. Uma vez percebidas, seu público irá procurar um canal com conteúdo mais interessante para consumir. Para tirar a dúvida do que pode ou não ser utilizado, faça a si mesmo a seguinte pergunta: “eu gostaria de ter escrito isso?”

Outro fator de muito peso que deve-se levar em conta é a tecnologia. Ao adotar o marketing de conteúdo como parte de sua estratégia, suponho que seu objetivo seja atrair pessoas a visitar o seu canal de comunicação. O problema de se utilizar um conteúdo livre (não exclusivo) é que quanto mais interessante e abrangente ele for, e mais “clicks” gerar, mais canais tenderão a utiliza-lo. Ele pode estar replicado em inúmeros sites e blogs. Com tanta concorrência, qual a possibilidade do algoritmo do Google mostrar em destaque o seu canal? Na realidade da web, estar nas dez primeiras páginas dos buscadores nem de longe significa estar entre “os dez mais”.

Aí chegamos a um terceiro ponto. No exato momento em que você está lendo esse conteúdo, diversos canais de comunicação disputam acirradamente o seu próximo “click”. Você deve ter notado que os grandes provedores de notícias tem dificultado bastante a cópia de seu conteúdo exclusivo, independentemente de serem ou não dados os devidos créditos. Ocorre que da mesma maneira que você deseja atrair visitação ao seu site, interessa a eles manter o tráfego de usuários em seus próprios sites, e não que seu conteúdo esteja gratuitamente espalhado em diversos endereços virtuais.

Finalmente, chegamos ao óbvio. Seu objetivo ao se utilizar do marketing de conteúdo é que a sua marca, que tem identidade própria, se aproxime de um determinado público alvo, que tem em comum características bem definidas. Qual a possibilidade de um conteúdo copiado de outras fontes atender a tal necessidade? Muito pequena.

Em resumo, conteúdo de terceiros pode e deve ser utilizado quando houver relevância, juntamente com o conteúdo próprio, e dados aos autores os devidos créditos, como reza o figurino. Mas somente com ele é impossível desenvolver uma estratégia de marketing de conteúdo.