dicas-para-o-sucesso-de-sua-revista-customizada-como-definir-o-conteudo

Revista customizada.Como definir o conteúdo

Uma vez escolhido o seu público alvo, o próximo passo é definir qual tipo de conteúdo funcionará para a sua revista customizada.  Coloque-se no lugar do seu público e faça as seguintes perguntas: o que ele considera relevante? Como ele enxerga (ou você deseja que ele enxergue) sua marca, produto ou serviço? Como isso pode ajudá-lo a elaborar um conteúdo que cumpra o seu objetivo de comunicação?

As respostas talvez não venham tão facilmente, já que nem sempre o caminho que parece o mais óbvio e rápido é o que trará melhores resultados a longo prazo. Vamos analisar dois cases interessantes.

O primeiro é o da Revista Monet, publicação customizada da operadora de canal a cabo NET. Ela vai direto ao ponto. Quando um consumidor adquire um pacote de TV a Cabo, o que ele está adquirindo é o acesso a filmes, séries, música, documentários, noticiários e transmissões esportivas que não estão disponíveis na TV aberta. Logo, eles transformaram o que poderia ser um insípido catálogo com a programação mensal dos canais disponíveis na operadora, que ninguém teria muita vontade de ler, em uma publicação instigante e relevante para pessoas interessadas em cinema e TV. Editada pela Globo, a revista é vendida por assinaturas e em bancas de jornal. O objetivo é claro: educar os leitores que não são assinantes a se tornarem, e os que já são a adquirir pacotes de programação mais sofisticados. A estratégia que funcionou, nesse caso, foi o de informar o público sobre os atributos tangíveis do produto NET.

Um caso de bastante sucesso, mas que apostou numa estratégia diferente foi o da Audi Magazine, da montadora alemã. Os criadores da revista foram muito felizes ao perceber que quem compra um automóvel desta marca procura mais que os atributos tangíveis que ele tem, como tecnologia embarcada, itens de segurança, potência do motor etc. No site oficial da publicação, encontramos que “sua fórmula editorial é de um jornalismo leve e responsável, levantando assuntos em torno do cotidiano de personagens que representam os valores da marca – a excelência tecnológica, o design, o valor da tradição e a ousadia da modernidade”. Ok, e o que isso quer dizer? Que quem adquire um automóvel como esse, mais do que seus benefícios tangíveis, se identifica com os valores que a marca transmite e quer ser identificado como sendo parte deste mundo. É uma abordagem de conteúdo indireta, que atinge o público em aspectos muito mais emocionais do que racionais, ligando a marca Audi aos valores e verdades de um determinado grupo de pessoas.

É difícil precisar quantos veículos da marca Audi foram vendidos por causa da publicação, inclusive porque ela era apenas uma parte de uma estratégia de marketing muito bem elaborada, que incluía a marca chegando ao Brasil em 1993 sob a chancela de ninguém menos que o tricampeão mundial de Fórmula 1 e ídolo nacional Ayrton Senna. Mas o fato é que ela ajudou a Audi a ter no Brasil uma marca muito forte. E quando se fala de mercado de carros de luxo, a marca é tão importante quanto os atributos tangíveis.

Esses dois cases são excelentes para ilustrar como duas empresas definiram o conteúdo de suas revistas de maneiras diferentes, quase que diametralmente opostas, tendo atingido seus objetivos. Mas os dois casos devem chamar sua atenção para uma característica importante do marketing de conteúdo e das publicações customizadas. Elas qualificam o público. As pessoas escolhem e buscam o tipo de conteúdo que desejam consumir. Seja na web, através das palavras chave de busca, seja na sala de espera de um consultório médico, onde escolhem entre as revistas disponíveis se preferem ler sobre moda feminina, automóveis de luxo ou as férias das celebridades. Por melhor que tenha sido a sua pesquisa de mercado, por mais que você tenha investido em publicidade, o conteúdo pode trazer até você um cliente que você nem mesmo imaginava que existia. Mas que está lá.