Dispersão na Web – quatro dicas para evitar

disputa da comunicação
Seu público está sujeito à milhões de estímulos sensoriais.

Impactar o seu público é financeiramente mais barato e operacionalmente muito mais simples hoje do que foi no passado, certo? Se a sua campanha utiliza filmes, não é mais necessário um alto investimento para adquirir 15 segundos do intervalo de um programa de TV. Basta colocar um vídeo no Youtube a um custo muitíssimo mais baixo. Parafraseando a trupe de comediantes do saudoso Casseta e Planeta, “seus problemas acabaram? ”

Errado. Do ponto de vista da visibilidade de sua marca, eles provavelmente aumentaram. Se você pode, muitos outros também podem. Inclusive seus concorrentes. Não somente no Youtube, mas em qualquer lugar. Se tem dúvida disso, comece a prestar atenção à quantidade de estímulos que estamos expostos a partir do momento em que acordamos. Não só através do celular, computador, TV ou rádio, mas também no painel eletrônico do elevador ou metrô. Até mesmo em cancelas de estacionamento, bem em frente aos seus olhos quando está ao volante, esperando que ela se abra, existem mensagens publicitárias.

A comunicação, mais do que nunca se tornou uma disputa, onde inúmeros estímulos sensoriais brigam por cada segundo de atenção do público.

É importante entender essa realidade. Antes de disputar uma fatia do mercado, sua marca disputa um espaço nos corações e mentes de milhões de consumidores. Um espaço que só pode ser acessado através de uma boa estratégia de comunicação, incluindo um conteúdo bem formatado, para evitar a dispersão.

Saiba quem você quer atingir. Conheça seu público.

Você já deve ter respondido diversas vezes em pesquisas e formulários, quantos televisores, computadores ou automóveis tem em casa. Esse tipo de informação, bastante utilizado para que o pesquisador tenha uma ideia do seu perfil socioeconômico são válidas, mas estão longe de ser suficientes. O fato de alguém poder comprar alguma coisa não significa que tenha algum interesse nisso. Tão ou mais importante do que isso é traçar um perfil do seu público que inclua gostos e preferências. Os grupos que chamamos de públicos-alvo, são antes de mais nada, pessoas. Elas se informam, trabalham, e se divertem de maneiras diferentes. Quanto mais se entender quem são essas pessoas e qual o tipo de informação,entretenimento , ou ambos, elas procuram, maior a possibilidade de se oferecer um conteúdo que considerem relevante. E que faça com que elas venham ao seu encontro. Tratar do assunto que interessa é o primeiro e mais importante passo para evitar a dispersão na web. Mas não é o único, como veremos a seguir.

Notebook, Tablet ou celular…Qual o equipamento preferido do seu público?

Cada pessoa prefere consumir conteúdo de uma maneira. Então, o primeiro passo para evitar a dispersão é fazer com que ele possa ser acessado pelo usuário da maneira que ele achar mais conveniente. Existem aqueles que acessam a web através de seus PCs e Notebooks. Outros usam tablets. Mas as pesquisas recentes indicam que o gadget preferido dos brasileiros seja mesmo o celular. Os números impressionam. No momento em que estamos escrevendo esse artigo, existem 168 milhões de Smartphones ativos no Brasil, sendo que 80% dos usuários preferem acessar a internet através deles, mesmo quando estão em casa e poderiam teoricamente usar um notebook ou tablet. Então, não somente a tecnologia deve ser responsiva, feita para ser acessada por mobile, como o conteúdo deve ser adaptado a isso. Por mais que um conteúdo interesse ao usuário, se acessá-lo for inconveniente demais, ele provavelmente será deixado de lado. Então, antes de se publicar textos, imagens, áudios ou vídeos, deve-se levar em conta que eles provavelmente serão lidos, vistos, assistidos ou ouvidos pelas telas pequenas e os limitados recursos sonoros de um celular.

Se todos utilizam mobile, minha empresa deve ter o seu próprio aplicativo?

Conteúdo no celular não é sinônimo de aplicativo, e esse é um mercado a parte, que demanda uma análise mais aprofundada. Resumidamente, embora muitas empresas considerem que beneficia suas marcas ter o seu próprio app, e achem interessante poder se comunicar com seu público através de “pushs”, o investimento só se justifica se o aplicativo possibilitar ou potencializar uma parte estratégica do seu modelo de negócios, ao mesmo tempo ,seja percebido como relevante ou conveniente para os usuários, a ponto de eles buscarem o app e desejarem fazer o download.

Tenha fontes interessantes. Agregue valor à sua mídia.

Se a perspectiva de conseguir uma informação relevante é o que atrai o seu público a consumir seu conteúdo, o que o mantém e evita a dispersão é a confirmação dessa perspectiva. Ou seja, a promessa cumprida. Então, por que não investir um pouco mais no seu blog ou canal do YouTube, trata-lo como se fosse um veículo jornalístico. Inclusive para que o seu cliente o enxergue como tal? Para isso, procure outras fontes para falar sobre um determinado assunto, de preferência, especialistas, autoridades na área, cuja palavra tenha peso.

Os resultados de uma estratégia de conteúdo não se resumem ao número de pessoas atraídas. A credibilidade passada é tão ou mais importante. E independentemente de sua marca ser ou não a fonte primária de uma determinada informação, seu público não esquecerá quem trouxe o conteúdo relevante.

Invista na credibilidade

Tratar seu canal de mídia como se fosse um produto jornalístico é uma dica bastante séria, que deve ser seguida com rigor. Saiba diferenciar o conteúdo jornalístico do publicitário. Se está tratando de um determinado assunto, não é necessário citar a sua marca ou seus produtos a todo momento. Se convidou alguém a dar entrevista no seu canal de mídia, isso não significa que a fonte está obrigada a citar a sua marca ou recomendar seu produto. Citações acontecerão naturalmente, se o contexto da matéria permitir. Ações para estimular a compra, o ”call to action”, deverão acontecer no momento adequado.